Os problemas da era viciada em internet + Como saber se você faz parte dela

Em junho de 2008, as telonas do cinema nos apresentaram uma realidade onde as pessoas seriam totalmente viciadas em tecnologia: todos em seu próprio mundo andando com cadeiras flutuantes, se comunicando apenas digitalmente e, junto nesse combo, comidas nada saudáveis sendo consumidas de forma exagerada. Uma transformação pós-apocalíptica, onde os seres humanos se tornavam cada vez mais antissociais e menos preocupados com a saúde. Isso foi representado de forma divertida na animação WALL·E, quem lembra? Essa realidade que pareceu utópica na época em que foi lançada, quase onze anos depois faz parte da realidade que estamos vivendo. Um pouco diferente e em proporções menores, mas faz.


Cada dia que passa, a internet revoluciona mais o mundo à nossa volta. Revolução essa que só caminha para frente, mas pode ser tão boa quanto ruim.

É muita informação! São milhares de sites para explicar sobre qualquer assunto, revistas e livros disponíveis gratuitamente, filmes, séries, redes sociais onde pessoas compartilham mais e mais coisas a todo momento, e por aí vai.

Como é tanta coisa para ver, muitas vezes ficamos frenéticos em precisar ver tudo o que chega a nosso alcance. Isso acontece principalmente nas redes sociais. A cada atualizar de página, surge uma nova publicação e, possivelmente a cada segundo, alguém compartilhando um novo stories. E, sem perceber, ficamos deslizando o dedo na tela a fim de ver tudo o que está acontecendo. Chegamos a perder horas do nosso dia vendo coisas desnecessárias, como por exemplo, o que alguém que a gente mal conhece está comendo ou assistindo. As vezes até vemos um vídeo do vídeo de um show, que a pessoa não foi mas está acompanhando on-line.

Vivemos numa era em que influenciadores digitais tem mais voz do que propagandas em canal aberto na televisão. Dessa forma, muitos chegam a vender produtos que nem sequer conhecem/experimentaram/gostaram de verdade. E, mesmo assim, muita gente compra. Compram os produtos e compram a realidade perfeita que é vendida. Sem questionamentos. Isso faz com que os episódios de Black Mirror se tornem uma possibilidade cada vez mais próxima.

Ilustração de Marco Melgrati

Essa internet sem limites começou a trazer problemas. Baixa autoestima, ansiedade, depressão, déficit cognitivo, sedentarismo, problemas de visão, insônia, consumismo, alienação, falta de privacidade, hipocondria digital, vício em jogos, afastamento dos familiares, etc, etc e etc.


🎬O filme Men, women and children (Homens, mulheres e filhos) é um bom exemplo de alguns dos problemas que chegaram com essa tecnologia. Uma realidade presente e que muitos não conseguem enxergar. A história mostra a vida de um casal em crise sexual, uma menina com transtorno alimentar, uma mãe stalker e outra super permissiva. Todos sempre conectados nesse mundo virtual.


O vício em internet é tão sério que se tornou um transtorno real chamado Nomophobia. Uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel). É aquela ansiedade extrema quando está desconectado da internet ou sem bateria no celular, impedido de se comunicar digitalmente.

Como saber se você está viciado em internet/redes sociais?

Ilustração encontrada no Pinterest

Se você já percebeu que fica muito tempo on-line, por puro lazer, é importante observar se aproveita seu tempo na internet pesquisando coisas que realmente te interessam e que possam contribuir para seu conhecimento, ao invés de só ficar descendo a timeline de redes sociais para ver a vida das pessoas, por exemplo.

Abaixo, uma lista com algumas características que podem ser sintomas do vício em internet:

  • Quando não está conectado, só conseguir pensar em estar on-line e o que fazer quando pegar o celular;
  • Mudar o humor quando entra em contato com essa tecnologia;
  • Pegar o celular para fazer algo específico e acabar entrando nas redes sociais e começando a rolar o feed, por puro hábito;
  • Tentar ficar sem internet e não conseguir;
  • Ficar horas na internet e não ver o tempo passar;
  • Não dormir sem antes checar as redes sociais;
  • Ao acordar, antes de levantar da cama, pegar o celular;
  • Assistir televisão digitando no celular;
  • Fazer refeições na frente do computador ou usando o celular;
  • Dormir muito tarde por ficar navegando na internet;
  • Pessoas próximas reclamarem do tempo que você fica no celular ou computador;
  • Ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo;
  • Checar o celular a todo momento, mesmo dirigindo;
  • Ficar extremamente ansioso quando o celular está sem bateria.
Com quantas coisas você se identificou? Se foi com pelo menos uma, vale a reflexão do real motivo para a situação estar acontecendo. Se mais de cinco dessas características fazem parte da sua rotina, provavelmente você é dependente da internet.

Te desafio a baixar algum app que controle o tempo que você fica no celular e se espantar com o resultado diário!

Quando eu era mais nova vivia no computador jogando rpg’s e a todo momento estava com o celular na mão. Felizmente, hoje não sou viciada em internet como era antigamente. Porém, de uns meses para cá, percebi que estava ficando muito dependente do celular. Mais especificamente, dependente do Instagram. Entrava na rede social mesmo que não fosse meu objetivo inicial ao pegar o celular e, quando via, já tinha passado um bom tempo que eu estava na aba ‘explorar’ consumindo o máximo de conteúdo que podia, sem nem querer ou precisar daquilo naquele momento. Quando me dei conta disso, percebi também que essa necessidade maior de estar conectada estava me fazendo mal e coincidindo com dias mais ansiosos.

Hoje, um post chegou até mim com a seguinte informação: “Se dormirmos em média 8 horas por dia, aos 40 anos, teremos dormido 13 anos.”
A única coisa que consegui pensar disso foi que já bastava ‘perder’ 13 anos dormindo até meus 40 e não podia desperdiçar mais horas da minha vida num mundo virtual. Afinal, é aquela coisa, a vida é para ser vivida com emoção, não é?

Sinto como se fosse difícil conseguirmos enxergar onde a internet começa e onde nós terminamos. Compartilhamos tanto, no automático, que as vezes perdem-se os motivos para estarmos fazendo isso…

Portanto, resolvi deslogar da minha conta pessoal do Instagram e ficar sem entrar por um tempo. Além de diminuir o uso do celular e prestar mais atenção no conteúdo que consumo para prezar minha saúde mental.

Você também sente que precisa dessa mudança? Então vem comigo nesse processo de desintoxicação virtual! Decida mudar e fazer o melhor para você e sua saúde. Aproveite mais a vida fora das telas.

 “É vida que passa e nem disfarça” Cynthia Luz.
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